terça-feira, 19 de abril de 2011

Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso.
Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor,
um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura.
Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude,uma solidão de artista e um ar sensato de cientista.
Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo.
Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.
Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.


Descobri que não tem jeito, em alguns momentos nada fará sentido e perderei completamente a fé. Idealizo minha vida de uma forma que jamais seria concretizada - tudo isso porque eu pensava do jeito certo, e ele nem sempre é aquele que nos fará feliz, assim como a pessoa certa nem sempre é aquela que nosso coração precisa. Eu sei de tudo isso. Entendo e concordo com todos os pensamentos racionais que nos levam à sofrer menos, e mesmo assim não consigo mudar. Alimento meu coração de doces ilusões apenas para ter uma sensaçãozinha que seja de que, em algum lugar, alguém realmente precisa de mim e não vê a hora de me ver chegar. Então me sinto deslocada, porque ninguém nunca entende quando digo isso, ninguém enxerga o quão tudo isso faz sentido, apesar de não ter sentido algum. Eles não entendem o quanto dói chamar alguém de meu, e mesmo assim, não ser de ninguém. (BoaNoiteCinderela, Gabriela S. Santarosa) 

Nenhum comentário:

Postar um comentário