quarta-feira, 20 de abril de 2011

Freqüentemente, confundimos amor com carência.
Deixamos essa sensação de vazio e solidão ocupar nosso coração de tal forma
e com tal intensidade que perdemos a referência dos nossos mais 
profundos sentimentos.


No entanto, fiquei pensando num antídoto para esses enganos e não me
veio nada melhor que a palavra “dignidade”!
Palavra essa que tem a ver com honra, amor-próprio, respeito, enfim,autoridade
para amar.
É isso: que tenhamos autoridade para amar!!!
Porque usar as dificuldades de uma relação para rapidamente ocuparmos o
papel de vítimas é o que temos feito quase sempre.
Mas nos falta coragem para admitir nossas limitações, para conseguir reconhecer o outro como um mestre, um espelho de nós mesmos.
Porém, esquecemos que da mesma forma que esse espelho nos mostra nossas feridas e dores, nossos buracos e medos... da mesma forma que ele escancara nossa insegurança e evidencia muitas de nossas máscaras... ele também nos mostra nossas qualidades, nossa sabedoria, nossos dons e brilho pessoal.
É no exercício de amar e compartilhar o que temos de mais íntimo, que podemos perceber quem realmente somos, desde que estejamos dispostos a nos olhar, a nos auto conhecer e nos reconhecer exatamente como somos.
A partir de então, podemos iniciar um processo de transformação,
de auto transmutação. Essa é a grande magia do amor.
É a alquimia do coração!
Muito mais importante do que ficarmos o tempo todo fazendo questionamentos sobre os conceitos e as regras do amor, é a oportunidade que temos de compreender a força e o poder contidos no momento presente, no agora!
Portanto, sugiro que você relaxe e pare de se preocupar com perguntas como “será que encontrei minha alma gêmea?”,
“será que vai dar certo?”,
“será que devo me expor, ser sincera e mostrar o que sinto?”.
Chega de tantas suposições para amar!
Chega de buscarmos tantos motivos, tantas respostas, tantas garantias...
Que possamos simplesmente nos deixar absorver pelo que a vida está nos
oferecendo neste instante; que possamos nos agarrar à preciosa chance de nos encontrarmos, de finalmente enxergarmos a nossa própria alma através do amor,
do que o outro se torna em nossas vidas.
É a intensidade com que você vive que faz a sua vida realmente valer a pena!
É a sua decisão de acreditar que o seu poder pessoal está dentro de você – e nunca no outro – que faz com que o amor se transforme num caminho para a sua evolução
e não num jogo onde ganha quem está “sempre por cima”...
Isso é uma grande perda de tempo! Um enorme desperdício de energia,
sentimento e possibilidades.
Olhe para o outro e enxergue nele, de uma vez por todas,o amor que você tem para dar,
a alegria que você pode proporcionar, o encanto que brilha em sua essência.
Tudo, absolutamente tudo, inclusive o amor, acontece de dentro pra fora!
Mas enquanto você insistir em atribuir à vida, ao outro ou à relação tudo o que
você sente de bom ou de ruim, nada terá sido verdadeiramente seu...
Dê dignidade ao seu amor, assim como a tudo que faz parte de você.
Seja a sua dor, o seu desespero, a sua falta de autoconfiança, o seu medo de não conseguir...
Não importa: que você seja digno enquanto chora e enquanto ri.
Enquanto ama e enquanto perde o seu amor.
Que você possa ter autoridade sobre seu coração durante todos os dias de sua vida,
porque depois dos momentos mais difíceis que você passar,
restará apenas isso: a sua dignidade e, sobretudo,a sua capacidade de recomeçar e amar novamente... sempre de uma maneira nova, mais inteira, mais você!


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