Ela adorava observar o céu e correr atrás das borboletas pelo parque nas tardes de sábado.
Quem olhava de relance via apenas uma menina sem graça e despreocupada que espalhava sorrisos.
Quem parasse para observá-la por alguns segundos, veria as cicatrizes ao redor dos lábios - pelos inúmeros sorrisos forjados -,
no fundo dos olhos - por enxergar as dolorosas verdades -,e dentro do coração - por amar demais.
Quem se aproximasse uns poucos passos,
enxergaria a marca das lágrimas da noite passada e o andar torto pelos joelhos cansaços de tanto encontrar o chão.
Quem trocasse algumas palavras com ela, enxergaria seu olhar vitorioso
por ultrapassar tantos obstáculos e continuar sorrindo.
Quem ousasse amá-la, veria seu brilho, sua esperança, sua fé.
Entenderia, enfim, que - apesar da primeira impressão -igual à ela não encontraria mais ninguém.
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